O fim da escala 6×1 foi aprovado pelo Senado Federal em 14 de outubro de 2026. A decisão representa uma mudança importante na jornada de trabalho brasileira e já levanta dúvidas entre empresários, trabalhadores e profissionais de Recursos Humanos e Departamento Pessoal.
Mas afinal, a escala 6×1 já acabou? Quando começa a jornada 5×2? Quem trabalha de segunda a sexta também será afetado? E o que as empresas precisam fazer para se adaptar?
A proposta prevê dois dias de descanso semanal, redução gradual da jornada de 44 para 40 horas e manutenção dos salários. Entretanto, as mudanças não entram em vigor imediatamente.
Entenda o que foi aprovado, quais são os próximos passos e como preparar sua empresa para as novas regras.
Fim da escala 6×1 foi aprovado: o que acontece agora?
Na quarta-feira, 14 de outubro, o Senado Federal aprovou, em dois turnos, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que estabelece o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho.
A votação terminou com 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada turno.
Como o texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados, a proposta segue para a promulgação pelo Congresso Nacional, sem necessidade de sanção presidencial.
Isso significa que a mudança avançou pelas etapas de votação, mas ainda depende da formalização constitucional para que os prazos de adaptação comecem a contar.
E atenção: a escala 6×1 continua permitida enquanto as novas regras não entrarem em vigor. Portanto, as empresas não precisam modificar imediatamente suas jornadas por causa da votação.
Fonte: Senado Federal — Tramitação da PEC 221/2019.
Quando começa a escala 5×2?
Uma das principais dúvidas após a aprovação é quando os trabalhadores passarão a ter dois dias de descanso por semana.
O texto estabelece uma transição gradual de 14 meses, contados a partir da promulgação da emenda constitucional.
A implementação está prevista da seguinte forma:
| Etapa | Como ficará a jornada |
|---|---|
| Antes da entrada em vigor | Permanecem as regras atuais, com limite geral de 44 horas semanais |
| 60 dias após a promulgação | Adoção da escala 5×2 e redução da jornada máxima para 42 horas semanais |
| 14 meses após a promulgação | Redução da jornada máxima para 40 horas semanais |
Ou seja, a primeira mudança será a ampliação do descanso semanal, acompanhada da redução da carga horária para 42 horas. Posteriormente, o limite cairá para 40 horas semanais.
Ainda não existe uma data definitiva para o início da escala 5×2, pois o calendário depende da promulgação da emenda.
O que muda para quem trabalha de segunda a sexta?
A mudança não afeta apenas quem trabalha seis dias e descansa um.
Isso porque a proposta também reduz o limite de horas trabalhadas por semana. Portanto, colaboradores que já trabalham de segunda a sexta, mas cumprem 44 horas semanais, também poderão precisar de ajustes na jornada.
Imagine uma empresa em que os funcionários trabalham de segunda a sexta, compensando o sábado com jornadas diárias maiores.
Mesmo que esses colaboradores já tenham dois dias de descanso, a empresa precisará adequar a carga horária semanal aos novos limites.
Na etapa final, por exemplo, uma jornada de 40 horas poderá ser distribuída em cinco dias de oito horas, respeitando as regras aplicáveis aos intervalos e à categoria profissional.
Já os profissionais que atualmente cumprem 40 horas semanais não terão necessariamente uma redução adicional da carga horária apenas por causa da nova regra.
O ponto principal é que a alteração envolve tanto a quantidade de dias trabalhados quanto o limite de horas semanais.
Leitura complementar: G1 — Fim da escala 6×1 também afeta quem trabalha de segunda a sexta.
O salário vai diminuir com a redução da jornada?

Não. A proposta aprovada prevê a redução da jornada sem diminuição salarial.
Isso significa que o trabalhador não deverá receber menos simplesmente porque sua carga horária semanal será reduzida de 44 para 42 e, posteriormente, para 40 horas.
Para as empresas, entretanto, a mudança exige planejamento.
Negócios que dependem de atendimento contínuo, como comércios, restaurantes, clínicas e empresas de serviços, precisarão avaliar como manter suas operações com uma nova distribuição das horas de trabalho.
A reorganização poderá envolver revisão de turnos, redistribuição de equipes e análise da necessidade de novas contratações.
Por isso, a adaptação não deve ser vista apenas como uma alteração no calendário de folgas, mas como uma mudança no planejamento da jornada e na gestão de pessoas.
Como ficam as escalas, as folgas e as horas extras?
Com a nova regra, a escala 5×2 passa a ser a referência geral prevista para a organização do trabalho, garantindo dois dias de descanso semanal.
Isso não significa, necessariamente, que todas as empresas terão de fechar aos sábados e domingos.
Negócios que funcionam aos fins de semana poderão precisar de escalas alternadas e revezamentos, observando os limites constitucionais, os períodos de descanso e as regras de negociação coletiva aplicáveis.
As horas extras também exigirão atenção.
Com a redução da jornada semanal, será necessário revisar os horários contratados, a apuração das horas excedentes e as regras de compensação e banco de horas, respeitando a legislação e os instrumentos coletivos.
Um detalhe importante: reduzir a jornada não significa simplesmente retirar algumas horas da escala sem revisar os demais controles.
É preciso considerar intervalos, descansos, compensações e a cobertura necessária para o funcionamento de cada setor.
O que as empresas precisam fazer para se preparar?
Embora a mudança ainda não esteja em vigor, empresários e profissionais de RH e DP já podem começar a avaliar seus impactos.
O primeiro passo é entender a realidade atual da empresa: quantos colaboradores cumprem 44 horas semanais, quais setores utilizam a escala 6×1 e quais atividades dependem de funcionamento contínuo.
A partir desse diagnóstico, será possível simular novas jornadas, identificar necessidades de revezamento e avaliar como a redução das horas poderá afetar a operação.
Também será importante acompanhar a promulgação da emenda, verificar as convenções coletivas e revisar contratos e regras internas quando necessário.
E existe um ponto que merece atenção especial: o controle de ponto precisa acompanhar a nova realidade da jornada.
Afinal, uma escala pode estar corretamente planejada, mas se os registros e cálculos não acompanharem os novos horários, a empresa poderá enfrentar divergências no banco de horas, nas horas extras e nos relatórios de frequência.
Como facilitar a adaptação da sua empresa às novas jornadas?
Mudanças na legislação trabalhista podem trazer dúvidas, especialmente quando envolvem escalas, horários e a rotina de toda uma equipe. Mas adaptar sua empresa não precisa ser uma dor de cabeça!
O segredo está em se planejar e contar com ferramentas que simplifiquem esse processo.
Por isso, vale buscar um sistema de ponto eletrônico que seja fácil de configurar, permita ajustar as escalas sem complicação e principalmente, tenha uma equipe de suporte pronta para ajudar quando surgir alguma dúvida.
É exatamente essa facilidade que você encontra no ePonto Eletrônico.
Com uma parametrização simples e rápida, você consegue cadastrar e ajustar as jornadas dos colaboradores de acordo com a realidade da sua empresa. E não precisa descobrir tudo sozinho: nossa equipe de suporte está disponível para orientar você durante a configuração e no dia a dia.
Além disso, o ePonto ajuda a manter tudo organizado: registros de entrada e saída, intervalos, horas extras, banco de horas e identificação de inconsistências em tempo real. Você também conta com relatórios de jornada e espelho de ponto para acompanhar as informações da equipe com mais clareza.
Assim, quando chegar a hora de colocar as novas escalas em prática, você não vai precisar começar do zero ou depender de várias planilhas para fazer tudo funcionar.
A mudança na jornada vai exigir alguns ajustes, sim. Mas, com planejamento e as ferramentas certas, esse processo pode ser muito mais tranquilo do que parece.
Que tal facilitar essa etapa desde já?
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Conclusão: o fim da escala 6×1 exige planejamento
A aprovação do fim da escala 6×1 representa uma mudança importante para trabalhadores e empresas brasileiras.
A proposta estabelece dois dias de descanso semanal e uma redução gradual da jornada máxima para 40 horas, sem diminuição salarial.
Mas é fundamental lembrar que a aprovação no Senado não significa que todas as empresas precisam mudar suas escalas imediatamente.
O próximo passo é a promulgação da emenda constitucional, que dará início à contagem dos prazos de transição.
Para empresários, gestores de RH e profissionais de DP, este é o momento de acompanhar as atualizações e começar a planejar os ajustes necessários.
Quanto mais organizada estiver a gestão de jornadas, mais simples será conduzir essa transição com controle, clareza e segurança.
Conteúdo atualizado em 15 de outubro de 2026, com base nas informações oficiais disponíveis até esta data. As orientações deverão ser revistas caso ocorram novas publicações ou regulamentações.


